Já faz tempo que tenho o texto guardado. Foi quando me engasgavam as gargalhadas com textos do Luis Fernando Veríssimo que tive esta idéia: um texto bem curto fazendo certa graça com o cotidiano.
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O homem virou-se pelo avesso. Saiu do banheiro um quilo, dois cuspes e três escarradas mais leve.
Do lado de fora, a mulher tinha no rosto aquela expressão de “Eca!”. Mas de repente mudou o semblante.
Avistou um homem bem apessoado, de “short curto”, abdômen trincado, costas largas, bíceps que insistiam em não deixar folga às mangas da camiseta, olhar fundo, queixo largo e barba por fazer. Foi amor à primeira vista.
O homem passou, sorriu e foi correr pelo parque. Nas primeiras passadas, ainda se ouviu uma flatulência remanescente e a mulher nem ligou. O amor, que já foi cego, hoje enxerga muito bem, mas ficou surdo, surdo.
Gostei do texto!! Só não sei pq ficou muito tempo guardado!!!
Muito engraçado principalmente a crítica final: “O amor, que já foi cego, hoje enxerga muito bem, mas ficou surdo, surdo.”
rsrsrsrs…
Rolei de rir!!!
Bruno,
Escrever pouco e ter muito efeito é uma elegância que poucos podem desfrutar. Muito bom o texto!
Estão me pedindo novos textos, porém estou em um projeto a longo prazo, bem longo…rs
É sempre um prazer passar pelo blog ^^
abraços